Aldina Duarte, nasceu em Lisboa e cresceu em Chelas num bairro social. Começou a trabalhar com 20 anos num jornal, depois numa rádio e por fim no Centro de Paralisia Cerebral. Cantou no coro de um grupo meio musical, meio teatral, Valdez e as piranhas douradas, enquanto trabalhava no Centro de Paralisia Cerebral. É uma apaixonada do fado. Ou, melhor, do fado tradicional tal como está consagrado no espólio de 140 músicas que hoje constitui a sua mais poderosa memória e o núcleo duro do fado. Estudiosa e investigadora, mas também cantora de corpo inteiro, dedicou os últimos doze anos da sua vida ao fado. O reportório que deixou gravado em "Apenas o Amor" foi repescado de entre alguns dos espécimes mais dignos do fado tradicional ("Fado Menor", "Fado Bailado", "Fado Carriche", "Fado das Horas", "Fado Tango", "Fado Laranjeira"), com especial predominância no fado menor e os temas das letras, escritos pela própria Aldina Duarte, acompanham essa escolha. Começou nas lides fadistas, já lá vão dez anos, no Clube do Fado, à Sé, em Lisboa, mas agora é residente no Sr.Vinho, à Lapa. Antes disso cantou música pop com Pedro Wilson, no projecto Valdez e as Piranhas Douradas, e participou no filme "Xavier", de Manuel Mozos, onde interpretava o fado "A Rua do Capelão".